Coleções do crime:
reflexões sobre processos infocomunicacionais em obras de arte apreendidas em duas operações policiais
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n1p246-268%20Resumo
O artigo analisa os processos infocomunicacionais em coleções de arte provenientes de processos judiciais criminais que foram destinadas, transitoriamente, a duas instituições museais brasileiras. O trabalho enfoca como estudos de caso a “Coleção Oceanos Gêmeos”, custodiada pelo Museu Nacional da República (MuN), em Brasília, que recebeu obras de arte apreendidas no contexto da “Operação Oceanos Gêmeos”, realizada no Brasil e no exterior no ano de 2009; e as coleções de arte apreendidas em diversas fases da “Operação Lava Jato”, no período de 2014 a 2024, custodiadas pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. A metodologia é do tipo descritiva e exploratória, pautada em revisão de literatura e análise documental a partir de diversas fontes de informação: laudos periciais, processos judiciais, documentação museológica, catálogos e demais informações técnicas sobre as coleções apreendidas e musealizadas. O artigo evidencia as especificidades da musealização e as dificuldades enfrentadas pelas equipes técnicas dos museus que figuram como depositários fiéis dessas coleções.
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