Por uma Educação antirracista e emancipatória: o papel dos museus afro-brasileiros.
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p178-208Resumo
Este artigo tem o objetivo de apresentar uma breve trajetória do Movimento Negro Brasileiro no exercício museológico de criação de museus afro-brasileiros a partir do século XX. Mais especificamente demonstrar como as negras e negros em movimento ao construírem os seus museus afro-brasileiros exercitam o papel de educador das relações étnico-raciais. Identificados no cenário museológico desde os anos de 1930, estes museus foram num crescente seguindo as alterações no pensamento racial brasileiro e se colocando como contraponto aos museus criados pelos poderes públicos que centrados na história do povo brasileiro invisibilizavam e/ou congelavam a população negra como escraviza e, aos museus afro-brasileiros construídos “para” as/os negras/os, que não superaram a visão estereotipada e racista estagnada na existência dos negros e negras na escravização. Assim, apresentamos uma breve contextualização que embasa o aumento da criação destas instituições no século XXI e ao final, apresentamos as ações educativas museológicas desenvolvidas pelo Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane), durante o período que foi gerido pelo Movimento negro capixaba e o projeto educativo do Museu AfroDigital Galeria Mato Grosso da Rede de Museus Afro Digitais.
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