Museologia Social e o Potencial Contracolonial dos Museus
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p373-397Resumo
Este artigo analisa a Museologia Social como prática contracolonial, entendendo-a não somente como campo museológico, mas como estratégia político-cultural de enfrentamento às estruturas hegemônicas historicamente sustentadas pelos museus tradicionais. A partir da construção da ciência moderna, evidencia como paradigmas eurocêntricos moldaram práticas institucionais e a produção do conhecimento e sua influência na criação dos museus. Ao questionar a neutralidade e a normatividade institucional, a Museologia Social propõe modos alternativos de relação com memória, patrimônio e território, evidenciando o poder das narrativas silenciadas. Exemplos concretos dessas práticas podem ser observados no Museu Vivo do São Bento, no Museu de Favela – MUF, e no Museu das Remoções, que materializam a participação comunitária, a pluralidade de narrativas e a construção coletiva de significados. Observa-se que a Museologia Social transforma os museus em arenas de disputa simbólica e ação política, reafirmando seu potencial como instrumento de justiça social e como espaço para a construção de memórias decoloniais, comprometidas com a diversidade cultural e a equidade social.
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