Educação museal na perspectiva afro-brasileira, sob as bençãos dos orixás
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p54-71Resumo
O presente artigo narra as discussões em torno dos marcos conceituais contidos nos planos de educação museal das instituições de base comunitária, Museu Guitinho da Xambá e o museu territorial Ilê Lailai Ignez Mejigã, nascidos em territórios diversos e criados por diferentes motivos. Localizados em Pernambuco e na Bahia, ambos são Pontos de Memória premiados pelo Edital IBRAM 2023. O fio que entrelaça as memórias coletivas desses museus são os princípios filosóficos e religiosos do candomblé e a luta contra o preconceito e o racismo, especialmente o religioso. O artigo faz uma breve apresentação sobre esses museus e suas comunidades e, principalmente, sobre as bases conceituais que assentam os processos teórico-metodológicos adotados em seus programas de educação museal. Traz ainda como resultado dessas discussões, um resumo de cada plano de educação museal gestado até agora. Porém, os seus agentes ainda não os consideram planos fechados, ao contrário, são caminhos abertos, experimentais e participativos, o que, portanto, permitem o pleno exercício de processos sociomuseológicos ecossistêmicos. Para além do instituído no campo da museologia, esses museus trabalham com processos complexos de envolvimento com a comunidade e de inclusão de múltiplos saberes.
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