Mas isso é museu? Como museus sem parede enfrentam o desafio da educação museal
Resumo
O texto versa sobre o trabalho desenvolvido no Ecomuseu Dr. Agobar Fagundes, em Blumenau/SC e no Museu da Infância, em Criciúma/SC, iluminando suas especificidades tipográficas – como ecomuseu (entendido como local privilegiado de problematização das relações contemporâneas entre homem, natureza e museu) e como museu universitário de caráter comunitário (aqueles cujos acervos estão sob guarda e responsabilidade de uma instituição de ensino superior e cuja proposta é ser um espaço social de encontro em torno do conhecimento/patrimônio como gerador de sentido da população local e circunvizinha, fomentando os processos de configuração identitária, e de melhoria da qualidade de vida dos grupos sociais que habitam na região, em suas múltiplas funções sociais). Paralelamente, discute criticamente seu ponto de convergência: ambos se constituem museograficamente como museus sem paredes, que abriram mão de delimitações físicas, esgarçaram fronteiras, vazaram territórios. A partir da conceituação inicial, o artigo abre o debate acerca do estranhamento do público diante dessa experiência museal, ao mesmo tempo em que indica as novas possibilidades que esse deslocamento perceptivo traz no sentido de auxiliar outros museus a se reinventarem e se reconfigurarem para o atendimento a um público mais diverso e não iniciado, uma vez que a ruptura ocorrida não desagregou os diálogos sobre o patrimônio, pelo contrário, estabeleceram-se novos projetos, novas indagações, novas interpretações.Downloads
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