As pelotines em papel recortado no contexto das tradições doceiras de Pelotas (RS)
memória e cultura material
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2024v17n1p10-37%20Resumo
Este artigo apresenta os resultados de um estudo sobre a arte do recorte de papel, que antigamente era utilizada como adorno para a decoração individualizada de pequenos doces tradicionais da cidade de Pelotas (RS) e hoje é reconhecida como uma tipologia específica denominada " Pelotino". O estudo revelou que a confecção desses ornamentos está inserida em um contexto mais amplo de influências históricas, principalmente brasileiras e portuguesas, apesar de apresentarem características locais peculiares quanto à sua forma e função. O estudo sobre a utilização de papéis recortados artisticamente para decoração de doces no Brasil e em Portugal constatou que com maior frequência esses recortes estavam associados a bolos e caixas de bolo, destacando o fato de os Pelotinos terem se conformado como uma tipologia com dimensões predominantemente menores, numericamente mais prolíficas, e muitas vezes dispostos de forma diferente em relação aos seus homólogos. Os Pelotinos revelaram-se como um trabalho manual com características artísticas, expressão da cultura material que surgiu no contexto de um património imaterial. Tanto a sua formação como tradição de trabalho manual quanto a substituição dessa prática pelo uso de pelotinos industrializados são sintomas das transformações inerentes aos processos de transmissão cultural do patrimônio imaterial, à medida que as doces tradições de Pelotas e da região continuam a existir, embora alguns dos meios, tecnologias e ingredientes através dos quais estes doces são agora produzidos, consumidos e apresentados aos olhos tenham mudado ao longo deste processo.
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