O retorno do manto Tupinambá ao Museu Nacional do Rio de Janeiro:
arquitetura e repatriação de acervos
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n1p157-189%20Resumo
A reivindicação pela devolução de bens culturais, extraídos de seus territórios originários ilicitamente, tem se tornado um tema recorrente na atualidade. Aludindo à perspectiva decolonial, as negociações pelo retorno de acervos têm sido acompanhadas da construção de novos museus ou da remodelação de edificações existentes. O objetivo principal deste artigo é analisar a relação estabelecida entre arquitetura de museus e repatriação de acervos, tomando como objeto principal a devolução do manto Tupinambá ao Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ). O estudo, desenvolvido a partir de pesquisa de caráter exploratório e qualitativo, situa-se no campo das “histórias interconectadas” e pretende analisar criticamente os seguintes temas: o papel assumido pelo manto Tupinambá e suas representações; as razões da saída dos mantos do Brasil e o significado de suas ausências; o interesse de Mário Pedrosa e da comunidade indígena pelo retorno do manto; as criativas ações artísticas contemporâneas de Glicéria Tupinambá face à impossibilidade de retorno do manto; o incêndio de grandes proporções que acometeu o MNRJ e o contexto que propiciou a devolução da vestimenta ancestral.
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