“Eles rasgam uma, nós fazemos cem”
A musealização da placa Rua Marielle Franco e os desafios de uma Educação Museal Antirracista para as Relações Étnico-Raciais
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p86-118Resumo
Este artigo analisa o modo como a Educação Museal pode ser acionada como forma de enfrentamento às violências interseccionais por meio de um letramento racial crítico. Para tanto, evidencia a necessidade de uma educação antirracista para as relações étnico-raciais, sustentada em um pensamento ético-epistemológico, na superação do racismo estrutural e das relações de poder vigentes, a partir da escolha político-epistemológica por uma Educação Museal Antirracista para as Relações Étnico-Raciais (EMARER). Como eixo metodológico para estas reflexões realizamos uma pesquisa qualitativa a partir de revisão bibliográfica e análise documental, que teve como situação geradora, algumas ações de musealização da placa Rua Marielle Franco. A placa tornou-se um símbolo de resistência que sintetiza o enfrentamento a um conjunto de violências interseccionais: metáfora e metonímia de Marielle Franco, de suas pautas e do próprio campo progressista. Ao ser musealizada sofreu tentativas de apagamento e, também, gerou enfrentamentos aos discursos museológicos hegemônicos, propiciando, ao nosso ver, um significativo espaço de anúncio e de denúncia.
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