Música Popular, Identidade Nacional e Patrimônio Cultural: perspectiva comparada do Tango, Fado e Samba
Palavras-chave:
Identidade Nacional, Samba, Fado, Tango, Patrimônio Cultural, Turismo CulturalResumo
Partindo de uma perspectiva comparada analisamos o processo histórico de nascimento de gêneros musicais de origem popular como o samba no Rio de Janeiro, o fado em Lisboa e o tango em Buenos e suas transformações para verdadeiros símbolos nacionais de seus países. Tendo surgido ao fim do XIX nas camadas mais pobres e guardando estreito vínculo com os subúrbios das cidades em questão, os três estilos se popularizaram no começo do século XX e passaram a atingir setores médios das capitais. Com o advento do rádio, tango, fado e samba passam a ter alcance nacional e ampliam substancialmente seus públicos, bem como na parte artística sofrem alterações para adaptação ao novo massmedia. Tal operação se deu, nos três casos, de forma tutelada por estados autoritários em busca de legitimação e disciplinarização popular (Getúlio Vargas no Brasil, António de Oliveira Salazar em Portugal e Juan Domingo Péron na Argentina). Fosse através da censura explícita de letras e comportamentos desagradáveis aos regimes, do patrocínio de artistas de conveniência, ou do cadastramento e habilitação de artistas “autorizados”, os três gêneros foram, ambiguamente, tolhidos na liberdade de criação e atuação e catapultados ao estrelato por uma espécie de mecenato estatal. Num segundo momento, em torno da virada do Milênio, visamos analisar a transformação desses estilos populares – já consagrados pelo público – em patrimônio cultural imaterial. Defendemos que tais iniciativas não se dão exclusivamente pela preponderância do viés artístico-cultural, mas pelo seu apelo turístico para as cidades em questão, numa teia complexa de atores e interesses diversos que vão muito além das questões culturais.Downloads
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