O museu das memórias e do patrimônio popular de Chatila, Líbano
o lugar palestino do encontro
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p26-53Abstract
Este trabalho analisa, em caráter preliminar de pesquisa de doutorado, os aspectos educativos observados no Museu das Memórias e do Patrimônio Popular ( متحف الذكريات والتراث الشعبي ), em Chatila, campo de refugiados palestinos, localizado na cidade de Beirute, no Líbano, massacrado pelas falanges cristãs libanesas em comunhão com as forças israelenses, em 1982. Focalizamos o modo pelo qual o museu, por meio do conjunto de sentimentos e emoções traduzidos em relação aos objetos de memória recolhidos e expostos pelos refugiados, realiza seus processos educativos de dinamização e agenciamento, tornando estes objetos, patrimônios capazes de garantir a permanência no tempo de referências de memória de povos destituídos e espoliados de seus direitos fundamentais. Trata-se de fazer emergir, por intermédio de problemáticas de ordem global, metodologias educativas em museus sob o prisma universal da justiça e da ética nos direitos humanos, em diálogo com as políticas culturais e conjunturais mundiais, capazes de construir consciências identitárias em processos de patrimonialização democráticos, participativos e emancipatórios.
Para isso, vamos observar, a partir da análise crítica do discurso, por meio de pesquisa exploratória qualitativa com revisão bibliográfica e entrevistas semiestruturadas, o sentido educativo contido na criação do Museu das Memórias e do Patrimônio Popular de Chatila e na sua (im)permanência, buscando, assim, ampliar os vínculos entre Patrimônio, Museu, Arte e Educação presentificados em projetos civilizatórios voltados à formação e promoção da cidadania, dos direitos sociais, humanos e culturais e de substanciar o desenvolvimento de museologias inclusivas e comprometidas com a ética e a transformação social.
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