Mapas do Silêncio
Quem Conta a História da Educação Museal no Brasil?
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p293-318Abstract
Este artigo propõe uma análise crítica da coletânea História da Educação Museal no Brasil (2024), considerando os marcadores sociais da diferença das pessoas autoras que assinam seus capítulos. A partir de uma perspectiva interseccional, são examinados aspectos como raça, gênero, formação, localização geográfica e atuação profissional, com o objetivo de refletir sobre os silêncios e exclusões presentes na construção da narrativa nacional da Educação Museal. Os dados, obtidos principalmente via internet e Currículo Lattes, revelam uma maioria de pessoas autoras brancas, cisgênero, com formação e atuação concentradas no eixo Rio-São Paulo. A ausência de pessoas trans, indígenas, com deficiência e oriundas de outras regiões do Brasil evidencia uma reprodução de desigualdades estruturais no campo museal. A análise aponta que a Educação Museal retratada no livro não representa de forma diversa a realidade do país, reforçando uma colonialidade interna que ignora práticas educativas protagonizadas por populações historicamente invisibilizadas. A metodologia adotada combina abordagens qualitativas e quantitativas, utilizando o conceito de marcadores sociais da diferença para evidenciar a homogeneidade do grupo autoral e seus impactos na definição de políticas e práticas museais. Além disso, o artigo propõe um novo imaginário para a Educação Museal, inspirado em experiências dissidentes, como o programa “Trair o CIStema” e a exposição “Ações Artístico-Pedagógicas”. Ao criticar a narrativa hegemônica da Educação Museal, o texto reivindica uma museologia social que seja verdadeiramente plural, inclusiva e comprometida com transformações sociais, onde todas as vozes, corpos e trajetórias possam ser reconhecidos e valorizados.
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