Narrativas silenciadas

a representação da violência em monumentos de mulheres

Autores

  • Gracy Kelli Martins UFPB
  • Gisele Rocha Côrtes Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
  • Denise Braga Sampaio Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia (ICI-UFBA)
  • Denysson Axel Ribeiro Mota Universidade Federal do Cariri (UFCA)

DOI:

https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p502-530

Palavras-chave:

Violência contra às mulheres, cultura do estupro, contramonumento

Resumo

A representação das mulheres em monumentos reflete uma sociedade que, historicamente, tem objetificado seus corpos e suas imagens. O assédio aos monumentos, especialmente às estátuas de mulheres, reflete essa mentalidade sexista que objetifica e desrespeita a figura das mulheres. O presente estudo questiona como a cultura do estupro se manifesta em elementos do patrimônio cultural, em específico nos monumentos que representam mulheres a partir da análise da campanha ‘Não silenciar a violência’, da ONG Terre des Femmes, que utilizou estátuas localizadas nas cidades de Munique, Berlim e Bremen, na Alemanha, do experimento realizado pelo artista britânico Rory Macbeth, com sua obra de cera realista de uma mulher e da estátua da Medusa, obra do artista argentino Luciano Garbati. Em resposta a tal questionamento, objetivou-se analisar as manifestações da cultura do estupro na representação de mulheres em monumentos e verificar ações de combate a tais violências, lançando mão da perspectiva do contramonumento. Para articular a resposta a este questionamento, bem como alcançar o objetivo proposto, esta pesquisa se caracteriza, em termos metodológicos, como exploratória, qualitativa e documental. Os resultados apontam que as estátuas de mulheres são alvo de atos de vandalismo, demonstrando como o machismo perpetua a ideia de que o corpo das mulheres é público e passível de ser utilizado para gratificação sexual, mesmo que seja apenas uma representação artística, reforça a cultura do estupro. Conclui-se que coibir tais violências exige estratégias para combater o machismo, indo além de apenas promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres. É necessário haver mudanças profundas na mentalidade coletiva, de modo a reconhecer e respeitar a dignidade e a autonomia das mulheres em todas as suas formas de expressão, incluindo as representações artísticas.

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Biografia do Autor

Gracy Kelli Martins, UFPB

Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) Marília/SP, Mestra em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Docente na Universidade Federal do Ceará (2009-2013), docente na Universidade Federal do Cariri (2013-2018), docente na Universidade Federal da Paraíba (2018-2024). Atualmente é professora associada na Universidade Federal do Cariri (2024 - ), Professora Permanente no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI/UFPB) e Professora Colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia (PPGB/UFCA). Vice-líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Mediação e Representação da Informação e os Marcadores Sociais da Diferença (GeMinas/UFPB). Atua nas áreas de Organização e Representação da Informação/ Conhecimento; Representação e Mediação da Informação; Estudos de gênero; Fundamentos teóricos decoloniais na Biblioteconomia e Ciência da Informação.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7431498333122929

Gisele Rocha Côrtes, Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Professora associada na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutora em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), com Mestrado também em Sociologia pela mesma instituição. Possui graduação em Pedagogia (1996) e Ciências Sociais (1998), ambas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP).  Professora Permanente no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI/UFPB). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Mediação e Representação da Informação e os Marcadores Sociais da Diferença (GeMinas/UFPB).

Denise Braga Sampaio, Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia (ICI-UFBA)

Professora do Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia (ICI-UFBA). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (PPGCI-UFPB). Mestra em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco (PPGCI-UFPE). Bacharela em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará (DCI-UFC). Professora do Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri (PPGB/UFCA). 

Denysson Axel Ribeiro Mota, Universidade Federal do Cariri (UFCA)

Professor na Universidade Federal do Cariri (UFCA). Doutor em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-Doutor em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (2019). Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (2011). Especialista em Análise de Testes no projeto de residência em sofware pelo CIn/UFPE. Possui graduação em Sistemas de Informação pela Universidade Tiradentes (2007) e em Biblioteconomia pelo Centro Universitário Claretiano (2021). Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia (PPGB/UFCA). Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Mediação e Representação da Informação e os Marcadores Sociais da Diferença (GeMinas/UFPB) e do Grupo de Pesquisas em Memória, Acervos e Patrimônio (MAPA/UFCA). 1).

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Publicado

2025-12-31

Como Citar

Kelli Martins, . G., Rocha Côrtes, G., Braga Sampaio, D., & Axel Ribeiro Mota, D. (2025). Narrativas silenciadas: a representação da violência em monumentos de mulheres. Museologia E Patrimônio, 19(2), 502–530. https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p502-530

Edição

Seção

Artigos/Articles