Entre máscaras, esculturas e memórias
A educação museal como horizonte crítico para o ensino da história da África
DOI:
https://doi.org/10.52192/1984-3917.2025v18n2p272-292Resumo
Neste artigo, propomos refletir sobre os desafios e possibilidades do ensino da história da África a partir da educação museal, com foco nos aparelhos museológicos públicos no Brasil. Nosso objetivo é examinar de que maneiras os museus podem contribuir — ou não — para uma pedagogia crítica e descolonizadora sobre as histórias africanas e suas diásporas. Ele se estrutura em torno de um debate que se articula por meio de três movimentos analíticos interdependentes, que sustentam a reflexão desenvolvida no texto. Estes movimentos terão suas dimensões interligadas a um problema maior: a urgência de repensar os museus públicos brasileiros como agentes pedagógicos capazes de operar deslocamentos nas formas de ensinar e aprender sobre a África. A proposta aqui, portanto, não é apenas mapear experiências, mas compreender as disputas de sentido que atravessam a presença (ou ausência) da história africana nos espaços de memória institucionalizados. A partir de exemplos localizados e analisados nesta empreitada, fruto de uma pesquisa com foco nesta amostragem — como o Museu da Inconfidência (em Ouro Preto/MG), e o Museu da Abolição (no Recife/PE) —, buscaremos evidenciar como essas práticas pedagógicas insurgentes podem contribuir para um ensino da história da África mais robusto, situado e epistemologicamente engajado.
Palavras-chave: História da África; Educação Museal; Pedagogia Decolonial.
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