Museologia e Patrimônio




A Revista Museologia e Patrimônio é um periódico eletrônico semestral vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (UNIRIO/MAST). Dedica - se à divulgação e disseminação da produção científica com ênfase à Museologia e aos estudos do Patrimônio, em sua diversidade de abordagem e campos disciplinares.

O periódico começou a circular no ano de 2008 e desde sua criação tem se preocupado com a normalização e qualificação da produção científica publicada e manutenção da sua periodicidade.

A publicação é editada pelo Programa de Pós Graduação em Museologia e Patrimônio (UNIRIO/MAST) e aceita contribuições de artigos científicos, resenhas, relatos e revisões, além de republicar textos e documentos clássicos ou raros na área de atuação da revista.

A Revista Museologia e Patrimônio está disponível gratuitamente e utiliza o software livre SEER/OJS – Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas. Atualmente está indexada nas seguintes bases: Latindex, Incluída no Ulrich's Periodicals Directory , EBSCO Publishing Inc. e no Directory of Open Access Journals – DOAJ, assegurando sua ampla visibilidade pela comunidade acadêmica.

ISSN: 1984-3917

Índice de citação de artigos: Google Acadêmico






APRESENTAÇÃO/ Vol. 13, No 2 (2020)

A medida que o tempo pasa, a realidade se modifica e, comparando o momento que vivemos hoje com aquele relativo ao lançamento do número anterior de nossa revista, percebemos que varias das incertezas então existentes se tornaram certezas. Sim, as ações empreendidas, dependendo de quais sejam, podem auxiliar a conter a pandemia COVID-19, ou colaborar para que se espalhe com mais rapidez, resultando em saturação dos sistemas de atendimento dos doentes e em crescimento do número de óbitos. Sim, a politização da doença é talvez das causas principais para o estabelecimento do caos e da explosão de mortes. Sim, o investimento maciço de recursos em ciencia e tecnología pode se constiuir em uma das principais armas contra essa situação limite mundial. Sim, conhece-se pouco ainda sobre esse virus, mas em 6 meses o aumento do cohecimento sobre a doença e seu causador tem resultado em redução da sua letalidade. Sim, as pessoas em geral não aguentaram ficar em quarentena mais do que 2 a 3 meses, o que determinou o advento de novas ondas da pandemia. Sim, as perspectivas são ainda muito incertas e as esperanças ainda recaem sobre a área acadêmica e permanecem relacionadas ao advento de vacinas protetoras que possam se aplicadas em nivel mundial e de forma equitativa. Os seis próximos meses poderão trazer alívio ou intensificação do stress para todos nós. Quem viver verá.

Mais uma vez, assim como nas Apresentações dos dois números anteriores, a editoria exorta aos seus leitores que não se deixem abater, que permaneçam utilizando os meios necessários para proteção (máscaras, distanciamento e quarentena quando possível) e utilizem essa situação para investir especialmente na solidariedade, incluido aí a divulgação de conteúdos bem fundamentados e esclarecedores, evitando as fake news .

O novo número de Museologia e Patrimônio (M&P) apresenta uma iniciativa singular na história da revista, seu primeiro Dossiê temático. Proposto pela Profa. Dra. Zita Possamai, que o organiza, e considerado pelos editores como temática que justifica sua publicação, o Dossiê se debruça sobre “Revistas de Museus, Museus em Revista”, portanto em correlação estreita com a própria existência deste periódico. São seis artigos e uma apresentação, incluido a tradução do artigo “Álbum de Família”, de autoria de François Mairesse, publicado originalmente na revista Museum International . Além do Dossiê, o número apresenta textos nas seções de Artigos, Relatos de Experiências e Revisitando. A seção Artigos , scontempla 4 textos de temáticas variadas, sendo o primeiro de autoria de Jossana Peil Coelho e Diego Lemos Ribeiro, que discutem aproximações e afastamentos entre os processos de musealização e de patrimonialização, tendo como foco o patrimônio industrial. Nesse sentido, esses dois meios de preservação, patrimonialização e musealização, juntos, apresentam potencial da efetivação da sua preservação e valorização, um como ato protetivo de cunho jurídico, e outro como ação que procura ativar as memórias, enfatizando a comunicação. Nesse contexto, a sugestão é um museu de território, onde a preservação é voltada para a sua comunidade, onde o processo de musealização é constante, o envolvimento da comunidade é primordial e estritamente fundamental. O próximo texto, de autoria de Amanda Fátima Almeida Paulo da Silva e Miriam Andréa de Oliveira, propõe trazer uma perspectiva sobre a preservação das esculturas que representam profetas bíblicos realizadas pelo Mestre Aleijadinho, bem como manter a discussão a respeito da remoção ou não destas para um museu como alternativa para sua melhor conservação. Em seguida, Lia Sipaúba Brusadin, objetivando analisar a relação dinâmica entre os campos da Educação e dos estudos sobre o Patrimônio, parte de uma experiência prática, a oficina “Abrigo de Memórias” do IPHAN, realizada na cidade tombada de Ouro Preto (MG). O resultado mostrou trocas afetivas entre os envolvidos, contribuindo para a compreensão da diversidade cultural na construção da relação entre esses campos. A seguir, Fabiana Lopes da Cunha, partindo de uma perspectiva comparada, analisa o processo histórico de nascimento de gêneros musicais de origem popular como o samba no Rio de Janeiro, o fado em Lisboa e o tango em Buenos e suas transformações para verdadeiros símbolos nacionais desses países. Segundo a autora, os três gêneros foram tolhidos na liberdade de criação e atuação e catapultados ao estrelato por uma espécie de mecenato estatal. Posteriormente, esses estilos populares são transformados em patrimônio cultural imaterial. Essas iniciativas não se dão exclusivamente pela preponderância do viés artístico-cultural, mas também pelo seu apelo turístico para as cidades em questão, numa teia complexa que vai muito além das questões culturais.

Na seção Relatos de Experiência ,o primeiro texto é de autoria de Roberto Heiden, Diego Lemos Ribeiro e Fábio Vergara Cerqueira e aborda a tradição dos doces coloniais na cidade de Pelotas (RS). Nesse contexto, destaca-se que as tradições doceiras da cidade foram reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN, em 2018, e o Museu do Doce, mantido pela Universidade Federal de Pelotas, se insere de forma destacada nesse contexto, tendo como missão valorizar e divulgar essas tradições. O relato descreve as atividades desenvolvidas no âmbito do projeto “Multiações Patrimoniais no Museu do Doce”, em torno da exposição temporária “A Tradição dos Doces Coloniais em Pelotas” ocorrida entre 28 de março e 30 de junho de 2019. Destaca a importância da colaboração entre museus locais e a repercussão da atividade junto à comunidade. No segundo relato, Pamela Emilse Naumann Gorga e Smally Gonçalves Rodrigues pretendem explorar propostas “contra-hegemônicas” que podem ser tecidas nos museus. O recorte utilizado como caso de estudo é o Memorial Minas Gerais Vale (Belo Horizonte, MG), onde foi analizada a expografia e o trabalho que é desenvolvido pela equipe de educação local. São analisados os “Percursos” ou “Eixos temáticos” como ferramenta de mediação que tensiona o espaço e o discurso nele plasmado, assim como também uma possibilidade de incorporar outras vozes na busca pela construção de um conhecimento plural e participativo.

Na seção Revisitando , Mell Siciliano e Deusana Maria da Costa Machado apresentam a tradução da Carta de Restauração dos Fósseis. Esse documento patrimonial foi elaborado na Itália, país com forte tradição no campo da restauração. Publicado em 1998, organiza e sistematiza informações sobre cada atividade que possa influenciar na longevidade do fóssil, desde a escavação até o momento de guarda em uma instituição. O texto não possuía tradução para português e considerou-se interessante disponibilizar seu conteúdo traduzido.

Desejamos que todos possam manter as condições de segurança para sua saúde e que tenham leitura prazerosa e academicamente proveitosa do conteúdo deste número de M&P.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Editores científicos

FOREWORD/ Vol. 13, No 2 (2020)

Time passes and reality changes. If we compare the present time with when we launched the last issue of Museologia e Patrimônio (M&P), we can see that many of the uncertainties that assailed us then have become certainties. Yes, depending on what is done, actions can help to curb the COVID-19 pandemic, just as they can help spread it more rapidly, overloading health care systems and leading to greater loss of life. Yes, the politicisation of the disease is arguably one of the main causes of the social chaos and number of deaths. Yes, mass investment in science and technology could be a valuable weapon for fighting this limit situation around the world. Yes, little is still known about this virus, but in the last six months the knowledge accumulated about the disease and its causal agent means it is no longer as lethal as it once was. Yes, people generally cannot stand staying at home for more than two or three months, which has the effect of triggering new waves of the pandemic. Yes, the prospects are still very uncertain and people are still pinning their hopes on academia and the potential for effective vaccines to be developed and administered in an equitable manner around the world. The next six months may bring some relief or may intensify the stress on us all. May we all live to see which.

Once more, as in the forewords to the last two issues, we continue to urge our readers not to lose hope, to continue doing whatever you can to protect yourself (wearing a mask, social distancing, and self-isolating when possible), and to make this situation an exercise in solidarity, which includes divulging information that is substantiated and illuminating, avoiding potentially fake news.

This new issue of Museologia e Patrimônio (M&P)presents a singular initiative in our history: its first thematic dossier. Proposed by Dra. Zita Possamai, its special editor, and considered by the editors a topic worthy of publication, this dossier discusses “Reviews of Museums, Museums in Review”, which aligns it closely with the very existence of this journal. It contains six articles and one foreword, as well as the translation of the article “The Family Album”, by François Mairesse, originally published in Museum International. Besides this special dossier, we also have contributions to our regular sections, Articles, Experience Reports and Revisiting.

The Articles section contains four texts. The first is by Jossana Peil Coelho and Diego Lemos Ribeiro, who discuss convergences and divergences between musealisation and patrimonialisation, taking industrial heritage as a specific case study. Taken together, these twomeans of preservation have the potential for assuring the preservation and appreciation of heritage, one as an act that provides legal protection, and the other in actions designed to activate memories, with a focus on communication. In this context, the suggestion is a territorial museum, where preservation is geared towards the local community, there is an ongoing musealisation process, and community involvement is prized. In the second text, by Amanda Fátima Almeida Paulo da Silva and Miriam Andréa de Oliveira, a perspective on the preservation of the sculptures representing biblical prophets by Aleijadinho is proposed, together with a contribution to the discussion about whether or not they should be removed to a museum in order to assure their conservation. Next comes an article by Lia Sipaúba Brusadin, who analyses the dynamic relationship between education and heritage studies by drawing on a practical experience, the workshop “Shelter for Memories”, held by the Brazilian heritage protection agency IPHAN in the historic World Heritage town of Ouro Preto (Minas Gerais). The result showed affective exchanges between those involved, building greater understanding of cultural diversity in the construction of the relationship between these fields. In the final article, Fabiana Lopes da Cunha takes a comparative perspective to analyse the historical processes that gave birth to popular music genres like samba in Rio de Janeiro, fado in Lisbon and tango in Buenos Aires, and their transformation into the national symbols of these countries. As she explains, the three genres were initially restricted in their creative freedom of expression, only later to be catapulted into the limelight through a kind of state-sponsored patronage, finally to be transformed into intangible cultural heritage. These initiatives are not based solely on cultural and artistic considerations, but also on their tourist appeal in the cities in question, in a complex web of interests that reaches far beyond questions of a strictly cultural nature.

The first text in the Experience Reports section begins with a text by Roberto Heiden, Diego Lemos Ribeiro and Fábio Vergara Cerqueira on the tradition of colonial confectionery in Pelotas, a town in southern Brazil. The town’s confectionary traditions were recognised as intangible cultural heritage by the Brazilian heritage protection agency, IPHAN, in 2018, and the confectionery museum, Museu do Doce, maintained by the Federal University of Pelotas, takes a pivotal role in this context, with a mission to showcase and divulge these traditions. The report describes the activities undertaken as part of the project Multiple Heritage Actions at Museu do Doce, in association with the temporary exhibition The Tradition of Colonial Confectionery in Pelotas , held from 28 March to 30 June 2019. The importance of collaboration between local museums is stressed, as are the repercussions of the activity in the local community. In the second experience report, Pamela Emilse Naumann Gorga and Smally Gonçalves Rodrigues explore “counter-hegemonic” proposals that can be developed at museums. They take Memorial Minas Gerais Vale (Belo Horizonte, Minas Gerais) as a case study, a museum whose exhibition design they analyse together with the work undertaken by the local education team. The authors detail the way the “journeys” through the exhibition space and “key topics” are used as mediating tools to challenge the space and the established discourse, and investigate how different voices can be introduced to develop more plural, participative knowledge.

In the Revisiting section, Mell Siciliano and Deusana Maria da Costa Machado present the translation of Charter on the Restoration of Fossils. This heritage document was written in Italy, a country with a strong tradition in the field of restoration. Published in 1998, it organises and systematises information on each activity that influences the lifespan of fossils, from their excavation to their introduction to an institutional setting. The text had not been translated into Portuguese and we felt it was worth providing it for our readers.

May you stay safe and healthy and enjoy a pleasant and academically rewarding read of this issue of M&P.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Scientific editors

PRESENTACIÓN/ Vol. 13, No 2 (2020)

Con el paso del tiempo, la realidad cambia y, comparando el momento que vivimos hoy con el momento en que se lanzó el número anterior de nuestra revista, nos damos cuenta de que varias de las incertidumbres que existían entonces se han convertido en certezas. Sí, las medidas adoptadas, dependiendo de cuáles sean, pueden ayudar a contener la pandemia del covid-19, o a propagarla con mayor rapidez, lo que resultaría en la saturación de los sistemas de atención al paciente y a un incremento en la cifra de muertes. Sí, la politización de la enfermedad es quizás una de las principales causas del caos establecido y de la explosión de muertes. Sí, la masiva inversión de recursos en ciencia y tecnología puede ser una de las armas esenciales contra esta situación mundial. Sí, aún se sabe poco sobre este virus, pero el conocimiento adquirido en estos seis meses sobre la enfermedad y su agente causante ha resultado en una reducción de su letalidad. Sí, de un modo general, la gente no ha soportado estar en cuarentena por más de dos a tres meses, lo que ha provocado nuevas oleadas de la pandemia. Sí, las perspectivas aún son muy inciertas y las esperanzas recaen todavía en el área académica, en aquellas relacionadas más con la llegada de las vacunas protectoras que puedan aplicarse a nivel mundial y de manera equitativa. Los próximos seis meses podrán traer alivio o intensificar el estrés a todos nosotros. Quien viva, lo verá.

Una vez más, como en las Presentaciones de los dos números anteriores, el editorial insta a sus lectores a no sentirse abrumados, a seguir utilizando los medios necesarios de protección (mascarillas, distanciamiento y cuarentena, cuando sea posible) y a aprovechar esta situación para practicar especialmente la solidaridad, así como la difusión de contenidos fundamentados y esclarecedores, evitando las noticias falsas.

El nuevo número de Museologia e Patrimônio (M&P) presenta una iniciativa única en la historia de la revista: su primer Dossier temático. Propuesto por la Profa. Dra. Zita Possamai, a cargo de su organización, y considerado por los editores como un tema que justifica su publicación, el Dossier se centra en el tema “Revistas de museo, Museos en revista”, por lo tanto, en estrecha correlación con la propia existencia de esta revista. Se trata de seis artículos y una presentación, incluida la traducción del artículo “El álbum familiar”, de François Mairesse, publicado originalmente en la revista Museum International . Además del Dossier, el número presenta textos en las secciones de Artículos, Relatos de Experiencias y Revisitando. La secciónLa sección Artículos incluye cuatro textos con temas variados. El primero es de Jossana Peil Coelho y Diego Lemos Ribeiro, que discuten los acercamientos y distanciamientos entre el proceso de musealización y el de patrimonialización, con foco en el patrimonio industrial. En este sentido, estos dos medios de preservación, patrimonio y musealización, en conjunto, tienen el potencial de hacer efectiva su preservación y valoración, uno como acto de protección de carácter jurídico, y el otro como acción que busca activar las memorias, enfatizando la comunicación. En este contexto, la sugerencia es un territorio museo, donde la preservación se orienta a su comunidad, el proceso de musealización es constante, la participación comunitaria es primordial y estrictamente fundamental. El siguiente texto, escrito por Amanda Fátima Almeida Paulo da Silva y Miriam Andréa de Oliveira, propone una perspectiva sobre la preservación de las esculturas que representan profetas bíblicos, realizadas por Mestre Aleijadinho, así como mantiene la discusión respecto a la transferencia de las esculturas a un museo como alternativa para su mejor conservación. Luego, Lia Sipaúba Brusadin, con el objetivo de analizar la relación dinámica entre los campos de Educación y Estudios sobre Patrimonio, parte de una experiencia práctica: el taller “Abrigo de Memórias” del IPHAN, realizado en Ouro Preto, Minas Gerais, ciudad declarada patrimonio cultural de la humanidad. El resultado mostró intercambios afectivos entre los involucrados, que contribuyeron a la comprensión de la diversidad cultural en la construcción de la relación entre estos campos. A continuación, Fabiana Lopes da Cunha, desde una perspectiva comparada, analiza el proceso histórico del nacimiento de géneros musicales populares como la samba en Brasil, el fado en Portugal y el tango en Argentina, y sus transformaciones en verdaderos símbolos nacionales de estos países. Según la autora, los tres géneros fueron restringidos en su libertad de creación e interpretación y catapultados al estrellato por una especie de mecenazgo estatal. Posteriormente, estos estilos populares se transforman en patrimonio cultural inmaterial. Estas iniciativas no se deben exclusivamente a la preponderancia de la perspectiva artístico-cultural, sino también a su atractivo turístico a las ciudades en cuestión, en una red compleja que va mucho más allá de lo cultural.

En la sección Relatos de Experiencia el primer texto es de Roberto Heiden, Diego Lemos Ribeiro y Fábio Vergara Cerqueira, y aborda la tradición de los dulces coloniales en la ciudad de Pelotas, Rio Grande do Sul. En este contexto, se destaca que en 2018, las dulces tradiciones de la ciudad ganaron el reconocimiento de Patrimonio Cultural Inmaterial de Brasil del IPHAN, y el Museo del Dulce, mantenido por la Universidad Federal de Pelotas, se inserta de manera prominente en este tema, teniendo como su misión valorar y difundir estas tradiciones. El informe describe las actividades desarrolladas en el marco del proyecto “Multiaccionespatrimoniales en el museo del dulce”, en torno a la exposición temporal “La tradición de los dulces coloniales en Pelotas” llevada a cabo entre el 28 de marzo y el 30 de junio de 2019. Además, resalta la importancia de la colaboración entre los museos locales y la repercusión de la actividad con la comunidad. En el segundo relato, Pamela Emilse Naumann Gorga y Smally Gonçalves Rodrigues pretenden explorar propuestas “contrahegemónicas” que pueden expresarse en los museos. El recorte utilizado como estudio de caso es el Memorial Minas Gerais Vale (Belo Horizonte, Minas Gerais), donde se analizó la expografía y el trabajo que desarrolla el equipo educativo local. Se analizan las “Rutas” o los “Ejes temáticos” como una herramienta de mediación que crea tensión en el espacio y el discurso modelado, así como una posibilidad de incorporar otras voces en la búsqueda de la construcción de un conocimiento plural y participativo.

En la sección Revisitando , Mell Siciliano y Deusana Maria da Costa Machado presentan la traducción de la Carta de Restauración de los Fósiles. Este documento patrimonial fue elaborado en Italia, un país con una fuerte tradición en el campo de la restauración. Publicado en 1998, el documento organiza y sistematiza la información de cada actividad que pueda influir en la longevidad del fósil, desde la excavación hasta el momento de la custodia en na institución. El texto no tenía traducción al portugués y se consideró interesante poner a disposición su contenido traducido.

Deseamos que todos puedan mantener su salud en condiciones seguras y que tengan una lectura agradable y académicamente beneficiosa del contenido de este número de M&P.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Editores científicos