Museologia e Patrimônio




A Revista Museologia e Patrimônio é um periódico eletrônico semestral vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (UNIRIO/MAST). Dedica - se à divulgação e disseminação da produção científica com ênfase à Museologia e aos estudos do Patrimônio, em sua diversidade de abordagem e campos disciplinares.

O periódico começou a circular no ano de 2008 e desde sua criação tem se preocupado com a normalização e qualificação da produção científica publicada e manutenção da sua periodicidade.

A publicação é editada pelo Programa de Pós Graduação em Museologia e Patrimônio (UNIRIO/MAST) e aceita contribuições de artigos científicos, resenhas, relatos e revisões, além de republicar textos e documentos clássicos ou raros na área de atuação da revista.

A Revista Museologia e Patrimônio está disponível gratuitamente e utiliza o software livre SEER/OJS – Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas. Atualmente está indexada nas seguintes bases: Latindex, Incluída no Ulrich's Periodicals Directory , EBSCO Publishing Inc. e no Directory of Open Access Journals – DOAJ, assegurando sua ampla visibilidade pela comunidade acadêmica.

ISSN: 1984-3917

Índice de citação de artigos: Google Acadêmico






APRESENTAÇÃO/ Vol. 14, No 2 (2021)

E aqui estamos, ainda dentro da pandemia, mas neste momento, no Brasil, em situação bem menos grave do que no período de lançamento do número anterior. Mesmo assim, a incerteza ronda os 4 cantos do mundo e novas variantes se tornaram a ameaça mais visível, a menos nos vários países que nem começaram ou que estão iniciando a vacinação da população. No entanto, através da Ciência, sabemos que é necessário que todos os países estejam em mesmo nível de imunização para que todos estejam protegidos. É preciso empatia e ações de colaboração para que seja possível domar a ameaça que nos cerca a todos.

Nesse contexto, continuamos reforçando e divulgando o apoio tanto à vacinação obrigatória para todos, como às medidas não farmacológicas de combate à pandemia (máscaras, distanciamento e quarentena quando possível) e que, em meio à esta situação, possamos auxiliar na solidariedade e na divulgação de conteúdos bem fundamentados e esclarecedores sobre o assunto, evitando as fake news .

Por outro lado, apesar da situação em que nos encontramos, não podemos deixar de comemorar os 15 anos de existência do Programa de Pós-graduação em Museologia e Patrimônio (PPG-PMUS), que iniciou suas atividades em agosto de 2006 com a primeira turma de mestrado em Museologia do país. Desde então, outros Programas se constituíram e, esperamos, outros tantos venham a se organizar, propiciando a ampliação e o avanço das pesquisas e o desenvolvimento do campo museológico acadêmico no país.

Este número apresenta textos diversificados nas seções de Artigos, Relatos de Experiências e Resenhas. Iniciando a seção de Artigos , José Alberto País faz um levantamento da história dos aquários públicos localizados na cidade do Rio de Janeiro. Os aquários são instituições reconhecidas pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus), como museológicas, desde sua criação, em 1946. No entanto, são muito pouco abordados em trabalhos acadêmicos. Neste texto original são apresentadas instituições certamente muito pouco conhecidas, desde projetos não realizados, como o Aquário Fluminense (registro documental de 1889), até mega espaços expositivos como o mais novo empreendimento da cidade, o Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AQUARIO), inaugurado em 2016. O autor ressalta em especial as instituições que tiveram, e ainda tem, importância para o estudo, a pesquisa e a educação da população carioca em relação aos organismos aquáticos vivos, como o Aquário da Quinta da Boa Vista e o Aquário do Parque Lage. Em seguida, Thais Helena Almeida apresenta um breve panorama sobre as pesquisas e ações de bibliotecários e pesquisadores no combate aos insetos bibliófagos, em especial no âmbito da Biblioteca Nacional (BN), usando os conceitos de pegadas e rastros, de Elizabeth Jelin. Com uma visão preservacionista de proteção aos usuários, ao meio ambiente e ao acervo, os pesticidas foram sendo substituídos por processos anóxios na BN, amparando suas escolhas no conhecimento científico e aproximando as áreas da entomologia, biblioteconomia e preservação cultural. O 3º Artigo, de autoria de Luiz Felipe Lima Ferreira, Luisa Medeiros Massarani e Jessica Norberto Rocha, apresenta resultados de um estudo de público de caráter qualitativo, voltado para a experiência de visitantes jovens adultos à exposição “Gondwana: a Terra em movimento” do Museu da Geodiversidade, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O contexto é de museu universitário e os resultados encontrados têm relação direta com este aspecto e demonstram que os jovens adultos construíram sentidos próprios ao contexto do MGeo (Universitário) e ao caráter social de serem ou quererem ser estudantes universitários. Esses resultados também sugerem que há a necessidade de se estudar mais a respeito do público de museus universitários no Brasil. Aparecida Marina de Souza Rangel e José Almino de Alencar, no 4º artigo, fazem um convite à reflexão sobre a construção de uma personagem – Rui Barbosa - a partir da sua residência, transformada em museu, alguns anos após a sua morte. A partir desta homenagem ao político brasileiro que poderia contribuir para a construção da ideia de nação que se pretendia disseminar junto à sociedade, percebe-se que a vida privada ganha relevância ao se instalar um museu – espaço público dedicado à memória – em uma residência – espaço da intimidade familiar. No 5º artigo, Luciana Menezes de Carvalho, certamente estimulada pelas comemorações do 15º aniversário do programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPG-PMUS), apresenta os caminhos trilhados pela pós-graduação em Museologia no Brasil com o objetivo de consolidar essa disciplina no campo científico, a partir de uma investigação de caráter exploratório e descritivo. O estudo de caso da pesquisa é justamente o PPG-PMUS, onde a Museologia automaticamente se configura como heterogênea e, ainda, interdisciplinar. As investigações realizadas no Programa extrapolam as fronteiras já definidas, para alguns, e indefinidas, para outros, da Museologia. A autora ainda verifica que aqueles docentes que se aproximam mais da Museologia, principalmente pela graduação, em geral têm para si que a Museologia possui seus limites e objeto de estudo muito claros. Para os que são oriundos de outras matrizes, a Museologia tem fronteiras não só indefinidas, mas também alargadas - o que permite incluir a presença desses investigadores e seus pontos de vista dentro da área. A seguir, Maria Celina Soares de Mello e Silva apresenta o artigo intitulado “Arquivos de laboratório: entre o institucional e o pessoal” cujo objetivo é refletir sobre questões que envolvem a produção de documentos, informações e registros no âmbito de laboratórios de ciência e tecnologia, ressaltando sua importância como fontes para a História da Ciência. Nesse contexto, mostra que os cientistas tomam para si a decisão sobre a destinação dos documentos, tarefa que as instituições têm negligenciado no que se refere ao estabelecimento de diretrizes e normativas para a preservação da documentação da pesquisa. Apresenta ainda algumas questões sobre os limites entre o que pode ser considerado pessoal e institucional nos arquivos de laboratório, no que se refere a acesso público, destino dos documentos, registros e informações e valor dos documentos. Finalmente, apresenta algumas propostas de critérios para a definição de limites entre documentos institucionais e pessoais em arquivos de laboratório, e conclui ressaltando que as decisões envolvem questões sensíveis, portanto pressupõe um desafio para arquivistas, profissionais da informação, bem como para cientistas e para a instituição. O 7º artigo, de autoria de Luciana Christina Cruz e Souza, debruça-se sobre a memória dos trabalhadores na cidade do Rio de Janeiro e propõe a refletir sobre a potência de um acervo relacionado à memória desses trabalhadores para o campo de investigação do patrimônio industrial. Para tanto, analisa documentos históricos presentes no Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro (AMORJ), priorizando a experiência da Fábrica de Tecidos e Tinturaria Alliança. A partir dessa documentação, a autora conclui que é possível pensar no Arquivo de Memória Operária enquanto um “lugar de memória de trabalhadores”, local de guarda documental de “memórias subterrâneas” de trabalhadores que gritam suas existências e experiências em suportes textuais, iconográficos, audiovisuais ou museológicos, ligados a partidos políticos, sindicatos, pastorais da terra, militantes históricos, etc., e que funcionam como ferramentas indiciárias das incontáveis “paisagens ocultas” espalhadas pela cidade. Telma Lasmar Gonçalves, no próximo artigo, discute como a dinâmica de visitação a exposições temporárias em museus é socialmente construída. Para tanto, analisa a realidade parisiense, segundo a autora das mais significativas do mundo em termos de atividades museológicas, e busca identificar o perfil majoritário do público das exposições temporárias realizadas nos anos de 2017, 2018 e 2019. O estudo fez uso da pesquisa de natureza qualitativa, do tipo descritiva, utilizando a observação sistemática/participante, com o objetivo de identificar faixa etária, nacionalidade, gênero, interesse explicitado pelas obras, participação em visitas mediadas e uso de áudio guias, pelo público visitante dessas exposições. Constatou-se que o frequentador das exposições temporárias, interessado em conhecer mais sobre arte e história, é o próprio cidadão francês, parisiense ou não e, sobretudo, com idade acima de 60 anos. O último texto desta seção, de autoria de Cinara Isolde Koch Lewinski e Rodrigo Luis dos Santos, apresenta a proposta de pesquisar os sentidos e as representações que os resquícios do patrimônio ferroviário da cidade de São Leopoldo têm para alguns moradores da cidade e funcionários da estrada de ferro. Os autores verificaram que alguns remanescentes da ferrovia se perderam e outros continuam se degradando com as transformações pelas quais tem passado a cidade, apesar da luta de alguns grupos da comunidade na defesa pelo patrimônio histórico. Finalmente, ressaltam a importância do reconhecimento da história local e a valorização do patrimônio ferroviário no município de São Leopoldo para que as gerações futuras possam conhecer a história e a memória de sua cidade.

Na seção Relatos de Experiência ,o primeiro texto é de autoria de Adriana Mortara Almeida, sobre estudo que visou conhecer as situações experienciadas por educadores que atuam em museus nos primeiros meses de pandemia de Covid-19 no Brasil, quando estas instituições foram fechadas à visitação pública. A pesquisa foi feita de maneira colaborativa e voluntária, em duas rodadas, entre os meses de abril e junho de 2020, e contou com respostas de 266 pessoas de todas as cinco regiões do Brasil. Foram identificados os desafios metodológicos das pesquisas sobre educadores de museus no Brasil, refletindo sobre as possíveis causas das fragilidades de pesquisas sobre profissionais de museus no Brasil. São apresentados dados referentes às relações e vínculos de trabalho, bem como os anseios desses educadores perante o novo contexto decorrente da pandemia. Neste cenário, segundo a autora, destacou-se a percepção sobre a necessidade de formação para a realização de ações educativas digitais/remotas. A seguir, Robson da Silva Teixeira aborda o processo de musealização no âmbito do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF UFRJ) para disseminação da informação e preservação da sua memória/patrimônio institucional. Em especial analisa o Museu Virtual que, até momento, reúne coleções de objetos (instrumentos científicos, fotografias de época, a mesa de reunião para fundação do IF UFRJ, recortes de jornais e revistas, e outros documentos) ligados à vida da Instituição. Caracteriza-se como um instrumento para disseminação da informação e foi criado em 2014. O texto apresenta as ações realizadas no âmbito do Museu e os desafios continuados para sua atualização. O 3º relato, de autoria de Jéssica Santiago Correia e Áurea da Paz Pinheiro, apresenta a Feira do Patrimônio, uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Artes, Patrimônio e Museologia da Universidade Federal do Piauí e Universidade Federal do Delta do Parnaíba. O evento tem periodicidade anual e natureza itinerante, percorrendo diferentes cidades na região Meio Norte do Brasil. A Feira permite estabelecer conexões entre comunidades, universidades e demais instituições, com o objetivo de promover, valorizar e comunicar o Patrimônio Cultural. Foi realizado um estudo com organizadores das feiras anteriores (2016 a 2018) e participantes (2019), utilizando a técnica SWOT. A imersão no processo criativo dessa ação possibilitou verificar os aspectos que podem ser aprimorados para garantir maior impacto e continuidade para as próximas edições, dentre eles destacamos a necessidade de fortalecer o plano estratégico para captação de recursos e comunicação. No próximo relato, Diana Medina Pereira e Virginia Tiradentes Souto apresentam uma ação artística, denominada Ferroviagem, que se propôs a expandir a fotografia enquanto “objeto museológico” para a formação de um laço de união entre arte, tecnologia e memória através da projeção mapeada. A iniciativa une fotografia, instalação sonora e arquitetura, abrindo novas possibilidades de repensar o patrimônio arquitetônico ligado às vias férreas do estado do Ceará e para, além disto, ativar memórias coletivas na comunidade. Trata-se de uma ação de coleta de fotografias históricas para despertar sentimentos, memórias e afetos ligados aos trens naquela cidade. O 5º relato, de autoria de Jair Barroso Júnior, Christina Helena Barboza, Marcia Pinheiro Ferreira e Cláudio Marcondes Dionesi, aborda a Luneta Meridiana de Bamberg, instrumento científico do acervo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) que pertenceu originalmente ao Observatório Nacional. Por ocasião da elaboração de laudo técnico de conservação da Bamberg, muitos símbolos numéricos espúrios riscados em seu corpo e em uma pequena tira de papel atrás do nível foram encontrados. Para investigar as origens e o significado dessas marcas, foi feita pesquisa em documentos históricos, entrevistas com astrônomos e técnicos que operaram esses instrumentos, além de experimentos em laboratório. A utilização da luneta Bamberg nos trabalhos de detecção de irregularidades na rotação da Terra enriquece ainda mais sua longa história e justifica o aprofundamento da pesquisa sobre este objeto. Finalmente, no último relato de experiencia, segundo Manuel Antonio Zúñiga Muñoz e Juan Pablo Ibañez-Reyes, na Colômbia, as autoridades ambientais e o setor cultural carecem de modelo teórico e de instrumento administrativo que aborde as implicações ambientais associadas ao desenvolvimento de projetos ou atividades artísticas e culturais na zona costeira. Neste sentido, este relato destaca a lacuna jurídica e técnica existente, e a partir da metodologia de estudo de caso, faz uma contribuição para a gestão ambiental a partir da experiência relacionada ao projeto "Jardim das Medusas" do Museu de Arte e Meio Ambiente, em Cartagena de Índias.

Na seção Resenhas ,Eduardo Cristiano Hass da Silva apresenta uma contribuição a partir de sua análise do livro “Um Museu para todos: Manual para programas de acessibilidade”, de autoria de Desireé Nobre Salasar e publicado em 2019. O livro está disponível para acesso no link .

Desejamos que todos possam manter as condições de segurança para sua saúde e que tenham leitura prazerosa e academicamente proveitosa do conteúdo deste número de M&P.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Editores científicos

FOREWORD/ Vol. 14, No2 (2021)

And here we are, still in a pandemic, but now, in Brazil, in a far less serious situation than when we launched our last issue. Even so, uncertainty still lurks around the four corners of the world and new variants have become the most visible threat, at least in the countries where vaccination has not started or is only just beginning. Nonetheless, through science, we know that it is necessary for all countries to have the same level of immunization for everyone to be protected. We need empathy and collaborative actions to avert the threat we all face.

In this context, we continue to confirm and reinforce our support both for mandatory vaccination for all and for non-pharmaceutical measures to fight the pandemic (mask wearing, distancing and quarantine when possible), in the belief that this is a situation we can help to overcome through solidarity and the communication of well-founded, elucidative information on the subject, avoiding fake news.

Meanwhile, despite the circumstances in which we find ourselves, we cannot fail to celebrate the fifteenth anniversary of the UNIRIO/MAST Postgraduate Programme in Museology and Heritage, which began in August 2006 with the first ever intake of museology master’s students in Brazil. Since then, other programmes have been created, paving the way, we hope, for others to be created in the future, enabling the expansion and progress of research and development in the academic field of museology in the country.

This issue presents a wide array of articles, experience reports and reviews. First in the Articles section is a survey of the history of public aquariums in the city of Rio de Janeiro, by José Alberto País. The museological nature of aquariums has been recognized by the International Council of Museums since its founding, in 1946. Nonetheless, they are rarely the subject of scholarly writings. In this original paper some institutions that are certainly very little known, from abortive plans like the one for Fluminense Aquarium (with records dating from 1889) to mega-exhibition spaces such as the much newer venture in the same city, the Marine Aquarium of Rio de Janeiro (AquaRio), opened in 2016. The article focuses mainly on institutions which were and still are of importance to the study of living aquatic organisms and communication and education of them to the Rio population, such as the Quinta da Boa Vista Aquarium and the Parque Lage Aquarium. This article is followed by a brief overview by Thais Helena Almeida of studies and actions taken by librarians and researchers to combat bookworm, especially in the context of the National Library (Biblioteca Nacional), drawing on Elizabeth Jelin’s concepts of tracks and traces. The preservationist view of protection for users, archives and the environment means that pesticides have gradually been replaced by anoxic processes at the National Library, drawing on scientific knowledge in the areas of entomology, library science and cultural preservation. The third article, by Luiz Felipe Lima Ferreira, Luisa Medeiros Massarani and Jessica Norberto Rocha, presents results from a qualitative study on the experiences of young adults visiting the exhibition Gondwana: a Terra em movimento [Gondwana: the Earth in Movement] at the Museum of Geodiversity of the Federal University of Rio de Janeiro. The results demonstrate that the young adults constructed meanings that were specific to the context of the (university) museum and their social context of being or aspiring to be university students. These results also suggest that more research is needed into the visiting public of Brazil’s university museums. In the fourth article, Aparecida Marina de Souza Rangel and José Almino de Alencar offer an invitation to reflect on the construction of a character – that of the Brazilian politician Rui Barbosa – on the basis of his residence, which was turned into a museum a few years after his death. Based on this homage to a man who was instrumental in shaping the idea of the nation to be disseminated to society, his private life gained relevance after a museum – a public space devoted to memory – was set up in his residence – a private family setting. In the fifth article, Luciana Menezes de Carvalho, certainly inspired by the celebrations for the fifteenth anniversary of the UNIRIO/MAST Postgraduate Programme in Museology and Heritage, presents the trajectory of postgraduate museology education in Brazil with the aim of consolidating the discipline in the field of science. In an investigation of an exploratory and descriptive nature, Carvalho undertakes a case study of the aforementioned postgraduate programme, where museology figures as both heterogeneous and interdisciplinary. The investigations undertaken as part of the programme go beyond the boundaries of museology, which for some are taken as given but for others are ill-defined. Carvalho also observes that those faculty who are closer to the field of museology, especially from undergraduate studies, generally have a very clear idea of the scope of museology and its object of study, but that those whose background is more diverse see museology as having less sharp and also broader frontiers, which is what enables them and their perspectives to be included in the area. The article is followed by “Laboratory Archives: between the institutional and the personal”, in which Maria Celina Soares de Mello e Silva reflects on questions involving the production of documents, information and records in the ambit of science and technology laboratories, stressing their importance as sources for the study of the history of science. She shows that scientists take on responsibility for deciding the fate of documents, a task that institutions have neglected when it comes to establishing guidelines and rules for the preservation of research documentation. She then presents some issues on the limits between what may and may not be considered personal and institutional in laboratory archives when it comes to public access, the destination of documents, records and information and the value of the documents. She ends by proposing some criteria for differentiating between institutional and personal documents in laboratory archives and stressing that such decisions may be sensitive and thus represent a challenge for archivists, information professionals, scientists and institutions. The seventh article, by Luciana Christina Cruz e Souza, looks into the memory of workers in Rio de Janeiro and reflects on the potential of a memory-related archive on these workers for the field of industrial heritage research. She analyses historical documents at the Archive of the Memory of Workers from Rio de Janeiro (Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro), especially the experience of workers from the textile manufacturer Fábrica de Tecidos e Tinturaria Alliança. Based on the documents analysed, Souza concludes that this archive could be regarded as a “place for workers’ memory”, a place that stores the documents of “underground memories” of workers whose existences and experiences are enshrined in texts, pictures, film, and museological documents linked to political parties, trade unions, pastoral groups (pastorais da terra) organised by the Catholic church, historical activists, etc., and operate as indications of the countless “hidden landscapes” scattered around the city. This article is followed by a discussion of how the visiting dynamics to temporary museum exhibitions is socially constructed. The author, Telma Lasmar Gonçalves, analyses the reality in Paris, which she considers one of the most significant in the world in terms of museological activity, and seeks to identify the majority profile of the visitors to temporary exhibitions held there in 2017, 2018 and 2019. The study draws on descriptive qualitative research methods based on systematic and participant observation with a view to identifying the age group, nationality and gender of the visitors, what interest the works awaken in them, their participation in guided visits and their use of audio guides. She found that these visitors to temporary art and history exhibitions were mostly from Paris and other parts of France and aged over 60. Finally, in the last article, Cinara Isolde Koch Lewinski and Rodrigo Luis dos Santos present a proposal to research what meanings and representations are associated with the remains of the rail heritage of the town of São Leopoldo by some local residents and railway workers. It was found that some of the railway’s physical remains have been lost and some others are suffering degradation with the transformations undergone by the town, despite some community groups’ advocacy for the preservation of this historical heritage. The authors note the importance of the recognition and valuing of the municipality’s local history and rail heritage so that its history and memory may be passed down to future generations.

In the Experience Reports section, the first offering, by Adriana Mortara Almeida, is on a study designed to find out about the experiences of educators working in museums in the early months of the Covid-19 pandemic in Brazil, when these institutions were closed to visitors. The study was done collaboratively by volunteers in two stages between April and June 2020, and received 266 responses from individuals from all five regions of Brazil. Methodological challenges of research into museum educators in Brazil were identified, leading to reflections on the possible causes of the difficulty of studying these professionals. Data on the respondents’ working and employment relationships are presented, as are their concerns about the new context spawned by the pandemic. In particular, the need for training in how to carry out digital and remote education initiatives was highlighted by the educators. The second experience report is by Robson da Silva Teixeira, who discusses musealization at the Institute of Physics of the Federal University of Rio de Janeiro, involving the communication of information and preservation of its memory and heritage. Special attention is paid to the Virtual Museum, which thus far includes some collections of objects (scientific instruments, old photographs, the meeting table where the institute was founded, cuttings from newspapers and journals, and other documents) linked to the life of the institution. The museum is characterised as an instrument for disseminating information and was created in 2014. The text presents the work undertaken within the context of the museum and the challenges continually facing its work. After this comes a text by Jéssica Santiago Correia and Áurea da Paz Pinheiro, who present the Heritage Fair, an initiative taken by the Federal University of Piauí and Federal University of Delta do Parnaíba’s postgraduate programme in Arts, Heritage and Museology. The event is held every year and travels to different towns in the central north region of Brazil. It enables connections to be made between communities, universities and other institutions with a view to promoting, valuing and communicating cultural heritage. A study was conducted with the organisers (2016 to 2018) and participants (2019) of earlier fairs using the SWOT technique. Immersion in the creative process of this action brought forth some aspects that could be improved to assure its greater impact and continuity into the future, including the need to strengthen the fundraising and communication strategic plan. The fourth experience report, by Diana Medina Pereira and Virginia Tiradentes Souto, presents an artistic initiative, called Ferroviagem [Railjourney], which proposed to expand photography as a “museological object” to form a bond between art, technology and memory through projection mapping. The initiative combines photography, sound installation and architecture, opening new ways to rethink the architectural heritage linked to the railways in the state of Ceará, while also activating collective community memories. The action involves gathering together historical photographs to awaken feelings, memories and affects linked to the local railway. The fifth report, by Jair Barroso Júnior, Christina Helena Barboza, Marcia Pinheiro Ferreira and Cláudio Marcondes Dionesi, addresses the Bamberg transit circle held in the archive of the Rio-based astronomy museum Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), originally belonging to the National Observatory. When the technical report was prepared on the conservation of the telescope, many spurious numerical symbols were found scratched on its body and on a small scrap of paper behind the spirit level. To investigate the origins and meaning of these markings, historical documents were studied and interviews were conducted with astronomers and technicians who operated these instruments, as well as laboratory experiments. The use of the Bamberg instrument in detecting irregularities in the Earth’s rotation further enriches its long history and justifies the decision to conduct more in-depth study of the object. Finally, the last experience report, by Manuel Antonio Zúñiga Muñoz and Juan Pablo Ibañez-Reyes, is set in Colombia, where the environmental and cultural authorities do not have a technical model or administrative instrument to address the environmental implications associated with the development of artistic and cultural projects and activities in the coastal zone. This report highlights the legal and technical gap identified and uses a case study methodology to contribute to environmental management through the experience reported in the project "Garden of Medusas", at Museo de Arte y Medio Ambiente de Cartagena de Indias.

In the Reviews section Eduardo Cristiano Hass da Silva presents a contribution based on his analysis of the book Um Museu para todos: Manual para programas de acessibilidade [A Museum for All: a manual for accessibility programmes], by Desireé Nobre Salasar, published in 2019. The book can be accessed at: .

May you stay safe and healthy and enjoy a pleasant and academically rewarding read of this issue of M&P.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Scientific editors

PRESENTACIÓN/ Vol. 14, No 2 (2021)

Y aquí estamos, aún en la pandemia, pero en este momento la situación en Brasil es mucho menos grave que cuando se publicó el número anterior. Aun así, la incertidumbre cunde en todas partes del mundo y las nuevas variantes se han convertido en la amenaza más visible, por lo menos en aquellos países que ni siquiera han comenzado o están recién comenzando a vacunar a su población. Sin embargo, gracias a la Ciencia, sabemos que es necesario que todos los países estén al mismo nivel de inmunización para que todos estén protegidos. La empatía y las acciones de colaboración son necesarias si se quiere dominar la amenaza que se cierne sobre todos.

En este contexto, seguimos reforzando y difundiendo el apoyo tanto a la vacunación obligatoria para todos, como a las medidas no farmacológicas para combatir la pandemia (mascarillas, distanciamiento social y cuarentena cuando sea posible) y que, en medio de esta situación, podamos ayudar en la solidaridad y difusión de contenidos bien fundamentados y esclarecedores sobre el tema, evitando las falsas noticias.

Por otro lado, a pesar de la situación en la que nos encontramos, no podemos dejar de celebrar los 15 años de existencia del Programa de Posgrado en Museología y Patrimonio (PPG-PMUS), cuyas actividades se iniciaron en agosto de 2006 con el primer curso de maestría en Museología del país. Desde entonces, se han creado otros Programas y, esperamos, que se organicen muchos más para fomentar la expansión y el avance de la investigación y el desarrollo del campo académico museológico en el país.

El presente número presenta diversos textos en las secciones Artículos, Relatos de Experiencias y Reseñas. Iniciando la sección de Artículos José Alberto País recopila la historia de los acuarios públicos ubicados en la ciudad de Río de Janeiro. Los acuarios son instituciones reconocidas por el ICOM (Consejo Internacional de Museos) como museológicas desde su creación, en 1946. Sin embargo, rara vez son temas de estudios académicos. Este original texto presenta instituciones ciertamente muy poco conocidas, desde proyectos no realizados como el Aquário Fluminense (un registro documental de 1889) hasta grandes espacios de exposición como la más reciente apuesta de la ciudad, el Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio), acuario marino inaugurado en 2016. El autor destaca en particular las instituciones que fueron, y siguen siendo, importantes para el estudio, la investigación y la educación de la población carioca en relación con los organismos acuáticos vivos, como el Acuario de la Quinta da Boa Vista y el Acuario del Parque Lage. A continuación, Thais Helena Almeida presenta un breve panorama de las investigaciones y acciones de los bibliotecarios e investigadores en la lucha contra los insectos bibliófagos, especialmente dentro de la Biblioteca Nacional (BN), utilizando los conceptos de huellas y trazos, de Elizabeth Jelin. Con una visión preservacionista de protección a los usuarios, al medio ambiente y al acervo, los pesticidas han sido sustituidos por procesos anóxicos en la BN, basando sus decisiones en el conocimiento científico y reuniendo las áreas de entomología, biblioteconomía y preservación cultural. El tercer artículo, de Luiz Felipe Lima Ferreira, Luisa Medeiros Massarani y Jessica Norberto Rocha, presenta los resultados de un estudio cualitativo del público, centrado en la experiencia de los visitantes jóvenes adultos a la exposición ”Gondwana: a Terra em movimento” [Gondwana: la Tierra en movimiento] del Museo de la Geodiversidad (MGeo) de la Universidad Federal de Río de Janeiro. El contexto es el de un museo universitario y los resultados arrojados están directamente relacionados con este aspecto y destacan que los jóvenes adultos han construido significados propios al contexto del MGeo (Universidad) y al carácter social de ser o querer ser estudiantes universitarios. Estos resultados también sugieren que es necesario estudiar más sobre el público de los museos universitarios en Brasil. Aparecida Marina de Souza Rangel y José Almino de Alencar, en el cuarto artículo, nos invitan a reflexionar sobre la construcción de un personaje --Rui Barbosa-- a partir de la casa en que vivió, transformada en museo, pocos años después de su muerte. A partir de este homenaje al político brasileño que podría contribuir a la construcción de la idea de nación que se pretendía difundir en la sociedad, se observa que la vida privada gana relevancia al instalarse un museo --un espacio público dedicado a la memoria-- en una casa, un espacio de intimidad familiar. En el quinto artículo, Luciana Menezes de Carvalho, ciertamente estimulada por las celebraciones del 15º aniversario del Programa de Posgrado en Museología y Patrimonio (PPG-PMUS), presenta los caminos recorridos por el programa de posgrado en Museología en Brasil con el objetivo de consolidar esta disciplina en el campo científico, a partir de una investigación exploratoria y descriptiva. El caso de estudio de la investigación es precisamente el PPG-PMUS, donde la Museología se configura automáticamente como heterogénea y también interdisciplinaria. Las investigaciones realizadas en el Programa traspasan las fronteras ya definidas, para algunos, e indefinidas, para otros, de la Museología. La autora también constata que los profesores que se acercan más a la museología, principalmente a través de la graduación, suelen creer que la Museología tiene sus límites y su objeto de estudio muy claros. Para quienes provienen de otras matrices, la Museología tiene límites no sólo indefinidos, sino también ampliados, lo que permite incluir la presencia de estos investigadores y sus puntos de vista dentro del área. A continuación, Maria Celina Soares de Mello e Silva presenta el artículo titulado “Archivos de laboratorio: entre lo institucional y lo personal”, cuyo objetivo es reflexionar sobre las cuestiones relativas a la producción de documentos, información y registros en los laboratorios de ciencia y tecnología, destacando su importancia como fuentes para la Historia de la Ciencia. En este contexto, muestra que los científicos toman por sí mismos la decisión sobre el destino de los documentos, tarea que las instituciones han descuidado a la hora de establecer directrices y normas para la preservación de la documentación de investigación. Presenta también algunas cuestiones sobre los límites entre lo que puede considerarse personal e institucional en los archivos de laboratorio, con respecto al acceso público, el destino de los documentos, los registros y la información, y el valor de los documentos. Por último, presenta algunas propuestas de criterios para definir los límites entre los documentos institucionales y personales en los archivos de laboratorio, y concluye destacando que las decisiones implican cuestiones delicadas, que presuponen un reto para los archivistas, los profesionales de la información, así como para los científicos y la institución. El séptimo artículo, de Luciana Christina Cruz e Souza, se centra en la memoria de los trabajadores de la ciudad de Río de Janeiro y propone una reflexión sobre el poder de una colección relacionada con la memoria de estos trabajadores para el campo de investigación del patrimonio industrial. Para ello, analiza los documentos históricos del Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro [Archivo de la Memoria Obrera de Río de Janeiro], dando prioridad a la experiencia de la Fábrica de Tecidos e Tinturaria Alliança. A partir de esta documentación, la autora concluye que es posible pensar en el Arquivo de Memória Operária como un “lugar de memoria de trabajadores”, un lugar de custodia documental de “memorias subterráneas” de trabajadores que gritan su existencia y experiencias en soportes textuales, iconográficos, audiovisuales o museológicos, vinculados a partidos políticos, sindicatos, pastorales de la tierra, militantes históricos etc., y que funcionan como herramientas indicativas de los innumerables «paisajes ocultos» diseminados por la ciudad. Telma Lasmar Gonçalves, en el próximo artículo, analiza cómo se construye socialmente la dinámica de visitar exposiciones temporales en los museos. Para ello, analiza la realidad parisiense, que según la autora es de las más significativas del mundo en cuanto a actividades museológicas, y busca identificar el perfil mayoritario del público en las exposiciones temporales celebradas en 2017, 2018 y 2019. El estudio utilizó una investigación cualitativa, de carácter descriptiva, mediante la observación sistemática/participante, con el fin de identificar el grupo de edad, la nacionalidad, el género, el interés expresado por las obras, la participación en las visitas mediadas y el uso de audioguías, por parte del público visitante a estas exposiciones. Se constató que el visitante de las exposiciones temporales, interesado en conocer más sobre arte e historia, es el ciudadano francés, parisiense o no y, sobre todo, mayor de 60 años. El último texto de esta sección, escrito por Cinara Isolde Koch Lewinski y Rodrigo Luis dos Santos, presenta la propuesta de investigar los significados y representaciones que los restos del patrimonio ferroviario de la ciudad de São Leopoldo tienen para algunos vecinos de la ciudad y empleados del ferrocarril. Los autores comprobaron que algunos remanentes del ferrocarril se han perdido y otros siguen degradándose con las transformaciones que ha sufrido la ciudad, a pesar de la lucha de algunos grupos comunitarios en defensa del patrimonio histórico. Por último, destacan la importancia de reconocer la historia local y valorar el patrimonio ferroviario del municipio de São Leopoldo para que las futuras generaciones puedan conocer la historia y la memoria de su ciudad.

En la sección Relatos de Experiencia el primer texto es de Adriana Mortara Almeida, un estudio cuyo objetivo es comprender las situaciones vividas por los educadores que trabajaron en los museos en los primeros meses de la pandemia de Covid-19 en Brasil, cuando estas instituciones estaban cerradas a las visitas del público. La encuesta se llevó a cabo de forma colaborativa y voluntaria, en dos rondas, entre los meses de abril y junio de 2020, y recibió respuestas de 266 personas de las cinco regiones de Brasil. Se identificaron los retos metodológicos de la investigación sobre los educadores de museos en Brasil, que se reflejaron en las posibles causas de las fragilidades de la investigación acerca de los profesionales de los museos brasileños. Se presentan datos sobre las relaciones y vínculos de trabajo, así como las aspiraciones de estos educadores ante el nuevo contexto resultante de la pandemia. Según la autora, en este escenario se percibe en destaque la necesidad de formación para llevar a cabo acciones educativas digitales y remotas. A continuación, Robson da Silva Teixeira aborda el proceso de musealización dentro del Instituto de Física de la Universidad Federal de Río de Janeiro (IF UFRJ) para difundir la información y preservar su memoria/patrimonio institucional. Analiza, especialmente, el Museo Virtual que, hasta el momento, reúne colecciones de objetos (instrumentos científicos, fotografías de época, la mesa de reuniones para la fundación del IF UFRJ, recortes de periódicos y revistas, y otros documentos) relacionados con la vida de la Institución. Se caracteriza por ser un instrumento de difusión de información, creado en 2014. El texto presenta las acciones llevadas a cabo en el ámbito del Museo y los continuos retos para su actualización. El tercer relato, de Jéssica Santiago Correia y Áurea da Paz Pinheiro, presenta la Feria del Patrimonio, una iniciativa del Programa de Posgrado en Artes, Patrimonio y Museología de la Universidad Federal de Piauí y la Universidad Federal del Delta de Parnaíba. El evento se celebra anualmente y tiene carácter itinerante, recorriendo diferentes ciudades de la región Centro-Norte de Brasil. La feria permite establecer conexiones entre comunidades, universidades y otras instituciones, con el objetivo de promover, valorar y comunicar el Patrimonio Cultural. Se realizó un estudio con los organizadores de las ferias anteriores (2016 a 2018) y los participantes (2019), utilizando la técnica DAFO. La inmersión en el proceso creativo de esta acción permitió comprobar los aspectos que se pueden mejorar para asegurar un mayor impacto y continuidad de futuras ediciones, entre los cuales se destacan la necesidad de reforzar el plan estratégico de captación de fondos y comunicación. En el siguiente relato, Diana Medina Pereira y Virginia Tiradentes Souto presentan una acción artística, denominada “Ferroviagem”, que propone expandir la fotografía como «objeto museológico» para formar un vínculo entre el arte, la tecnología y la memoria a través de la proyección cartográfica. La iniciativa reúne fotografía, instalación sonora y arquitectura, abriendo nuevas posibilidades para repensar el patrimonio arquitectónico vinculado a los ferrocarriles del estado de Ceará y, además, para activar las memorias colectivas en la comunidad. Se trata de una recopilación de fotografías históricas para despertar sentimientos, memorias y afectos vinculados a los trenes de la ciudad. El quinto relato, elaborado por Jair Barroso Júnior, Christina Helena Barboza, Marcia Pinheiro Ferreira y Cláudio Marcondes Dionesi, aborda el Telescopio Meridiano de Bamberg, un instrumento científico de la colección del Museo de Astronomía y Ciencias Afines (MAST) que originalmente pertenecía al Observatorio Nacional. Durante la preparación del informe técnico de conservación de Bamberg, se encontraron muchas inscripciones numéricas espurias rayadas en el cuerpo del telescopio y en una pequeña tira de papel detrás de la regla de nivel. Para descubrir los orígenes y el significado de esas marcas, se analizaron documentos históricos, se entrevistaron a astrónomos y técnicos que manejaban el instrumento, además de experimentos de laboratorio. El uso del telescopio de Bamberg en la labor de detección de irregularidades en la rotación de la Tierra enriquece aún más su larga historia y justifica profundizar más la investigación de este objeto. Finalmente, en el último informe de experiencias, según Manuel Antonio Zúñiga Muñoz y Juan Pablo Ibañez-Reyes, en Colombia, las autoridades ambientales y el sector cultural no cuentan con un modelo teórico y un instrumento administrativo para abordar las implicaciones ambientales asociadas al desarrollo de proyectos o actividades artísticas y culturales en la zona costera. En este sentido, el presente relato destaca el vacío legal y técnico existente, y a partir de la metodología de estudio de casos, realiza una aporte a la gestión ambiental de la experiencia relacionada con el proyecto «Jardín de las Medusas» del Museo de Arte y Medio Ambiente, en Cartagena de Indias.

En la sección Reseñas Eduardo Cristiano Hass da Silva presenta una contribución basada en su análisis del libro Um Museu para todos: Manual para programas de acessibilidade [Un museo para todos: Manual para los programas de accesibilidad], de la autora Desireé Nobre Salasar y publicado en 2019. El libro está disponible en el enlace .

Deseamos que todos puedan mantener su salud en condiciones seguras y que tengan una lectura agradable y académicamente beneficiosa del contenido de este número de M&P.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Editores científicos

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