Museologia e Patrimônio




APRESENTAÇÃO


É com grande satisfação que apresentamos o primeiro número de Museologia e Patrimônio de 2016, em especial por ser o número que comemora os 10 anos de aprovação do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio pela CAPES.

Este novo número traz interessantes contribuições, contando com textos nas seções de Artigos, Revisitando, Relatos de Experiências e Resumos de teses e dissertações, perfazendo um conjunto representativo e diversificado de temas.

Na seção Artigos , Clovis Carvalho Britto abre a revista abordando o tema dos acervos pessoais, focando na escritora Hilda Hilst (1930-2004). Analisa como a materialidade do acervo pessoal aciona memórias de e sobre a escritora, direcionando a fabricação de repertórios específicos sobre a autora no mercado de bens simbólicos. Aborda as estratégias de “produção da crença” em Hilda Hilst a partir da manipulação de seu legado documental, destacando como atores envolvidos (a própria escritora, herdeiros legais e simbólicos) promovem agenciamentos para sua distinção na trama da economia simbólica. Rute Teixeira e Fábio Vergara Cerqueira refletem sobre o público visitante a um monumento português - o Santuário de Panóias, localizado em Vila Real. O estudo teve como principais objetivos caracterizar os públicos que visitaram o Santuário, entre 1996 e 1999 e entre 2006 e 2011, e ouvir as suas opiniões e propostas de melhoria. Os principais resultados indicam que os visitantes se mostraram, na maioria, muito satisfeitos com a visita e se caracterizam como habituais (LOPES, 2004, p.45), por possuir habilitações acadêmicas elevadas e profissões qualificadas, sendo detentores de capital cultural compatível. No texto seguinte, Alessandra Buriol Farinha e Fabio Vergara Cerqueira buscam compreender alguns significados da bicentenária Festa de Nossa Senhora dos Navegantes de São José do Norte, RS, considerada a mais antiga desta evocação no Brasil. A Festa, uma herança cultural de antepassados portugueses, é uma tradição familiar, de gerações, com diferentes motivações e impulsos, mas, segundo os autores, com o fervor, seja de agradecimento ou de súplica, que proporciona conhecimento complexo da cultura local relacionado ao lugar, tradições e memória. Finalmente, apontam a situação de vulnerabilidade da cidade de São José do Norte com relação a mudanças no território, a partir dos investimentos portuários no local. Ana Paula Barradas Maranhão e Sylvana Maria Brandão Aguiar apresentam uma reflexão sobre o Sistema Prisional, sua história e a transformação de alguns desses locais em Patrimônio Histórico e Cultural. As autoras em sua pesquisa analisaram o processo de transformação da Casa de Detenção do Recife em Casa da Cultura. A mudança da antiga Casa de Detenção para um centro cultural foi sugerida pelo artista plástico Francisco Brennand. A ideia era criar um museu de arte moderna e popular, uma biblioteca de arte, um plano piloto para experiências artesanais e uma sala para concertos. O projeto não foi à frente e a Casa da Cultura se transformou no principal centro de venda de artesanato regional da cidade do Recife, freqüentado em sua maioria por turistas em visita à cidade. Marcia Fernandes Lourenço, Djana Contier Fares, Juliana Rodrigues, Fernanda Luise Kistler Vidal e Viviane Panelli Sarraf realizaram uma pesquisa sobre o acesso a alguns museus da Universidade de São Paulo - USP, com propósito de promover mudanças para atrair novos visitantes, diferentes públicos. Com o objetivo de identificar os entraves e possíveis caminhos para essas mudanças, a análise dos resultados de pesquisa de público teve o foco sobre o acesso dos visitantes e sobre a acessibilidade cultural existentes nesses espaços. As autoras concluíram que não há uma política de acesso comum aos museus e cada unidade é autônoma e independente das demais na definição de políticas de acesso e gestão de seu espaço. Em seguida, Renata Montechiare estuda a Sala de Orígenes del Museo, ou o Gabinete de Curiosidades do Dr. Velasco no Museo Nacional de Antropología de Madrid, com o objetivo de interpretar os modos como o referido museu se utiliza dos objetos para contar sua própria história. Segundo a autora, a pesquisa de campo no Museo permitiu reconhecer uma linguagem expositiva adotada também por outras instituições, dedicadas ou não à antropologia, com recursos cenográficos como a reprodução dos antigos gabinetes de curiosidades. O período áureo, a “era dos museus” celebrada pela Sala de Orígenes com suas memórias do século XIX, dá ao público a oportunidade de conhecer o papel fundamental desta instituição para o desenvolvimento da ciência e do pensamento antropológico, talvez sugerindo que os museus antropológicos têm ainda importantes contribuições a oferecer. Fechando essa seção, Luiz Henrique Assis Garcia e Julianne Paranhos Viana apresentam resultados da pesquisa desenvolvida no âmbito do projeto Museu Clube da Esquina: do sonho à cidade e abordam três lugares de Belo Horizonte associados a essa iniciativa cultural. Propõem investigar como estes espaços são afetados por ações museológicas realizadas pelo Museu Clube da Esquina (MCE) e avaliá-las a partir de percepções do público, identificadas através de pesquisas e trabalhos de campo desenvolvidos num diálogo entre museologia, história e etnografia. Mesmo havendo na ação desenvolvida pelo MCE, um web museu, algumas deficiências no cumprimento da função museológica da comunicação, os autores julgam que as intervenções realizadas (placas instaladas em pontos determinados da cidade) contribuem para a preservação do patrimônio cultural.

Na seção Revisitando, reproduz-se, em tradução de Tereza Scheiner, um texto de Vinos Sofka, publicado em 1995, no qual ele faz um relato sobre a história do ICOFOM, bem como das publicações desse comitê até 1991. Trata-se de justa homenagem a personalidade emblemática da Museologia, recém-falecida.

Na seção Relatos de Experiências, apresentamos o texto de Denise Monique Dubet da Silva Mouga, Jeniffer Cristine de Sena e Danielle da Silva referente ao trabalho desenvolvido no projeto de extensão Material Zoológico: seu preparo e exposição pública (MZ), na Universidade da Região de Joinville. O trabalho relatado baseia-se no acervo de animais taxidermizados (vertebrados) e coleções entomológicas, a partir de sua exposição em duas salas, com área total de 174,81m2, e tem por objetivo oferecer uma experiência em espaço musealizado de educação não formal, visando estimular uma postura científica e de sustentabilidade aos seus visitantes.

Na seção Resumos, disponibilizamos resumos e abstracts de dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas no Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio em 2015: dissertações - Ana Gláucia Oliveira Motta, Andreia Maia Gonçalves Pires, Bárbara Pereira Mançanares, Lucienne Figueiredo dos Santos, Pedro Louvain e Rondelly Soares Cavula; teses - Eurípedes Gomes da Cruz Júnior, Lilian Mariela Suescun Flórez e Margarete Tostes Zacarias Almeida; além da dissertação de mestrado de Tatiana Fátima Rehbein Ravanello, defendida em 2014, no Mestrado Profissional do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural, da Universidade Federal de Santa Maria (RS).

Desejamos a todos uma leitura prazerosa e academicamente proveitosa.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Editores científicos

FOREWORD


It is with great pleasure that we bring out the first issue of Museologia e Patrimônio in 2016, not least because it is also a celebration of the 10th anniversary since the approval of the Postgraduate Programme in Museology and Heritage by the Brazilian government agency responsible for postgraduate education, CAPES.

This issue contains a number of interesting contributions, including articles, revisiting, experience reports and abstracts of theses and dissertations, covering a diverse and representative set of topics.

The first paper in the Articles section, by Clovis Carvalho Britto, focuses on personal archives, specifically that of the writer Hilda Hilst (1930-2004). He analyses how the materiality of the personal archive triggers memories of and about the writer, guiding the formation of specific repertoires about the author in the market of symbolic goods. It covers strategies for the “production of belief” in Hilda Hilst through the manipulation of her documental legacy, highlighting how the actors involved (the writer herself and her legal and symbolic heirs) have fostered agency to distinguish her in the web of the symbolic economy. Meanwhile, in their article, Rute Teixeira and Fábio Vergara Cerqueira reflect on the public who visit a Portuguese monument, the Panóias Sanctuary, in Vila Real. One of the main goals of the study was to identify the different types of visitors to the sanctuary in two time periods - 1996 to 1999 and 2006 to 2011 - and to hear their opinions and proposals for improvements. The main results indicate that generally speaking the visitors were very satisfied with their visit and could be called habitual visitors (LOPES, 2004, p.45), because they had a high level of education, were skilled professionals, and had a corresponding level of cultural capital. In the following text, Alessandra Buriol Farinha and Fabio Vergara Cerqueira investigate some of the meanings of the 200-year-old Festa de Nossa Senhora dos Navegantes (Festa of Our Lady of Seafarers) in São José do Norte, Rio Grande do Sul, believed to be the oldest of its kind in Brazil. The Festa, a cultural legacy from Portuguese ancestors, is a family tradition, passed on from generation to generation, driven by different motivations but, according to the authors, with a fervour - whether giving thanks or making entreaties - that reveals complex knowledge of the local culture related to the place, its traditions and memory. They end by indicating how vulnerable the town of São José do Norte is to local land use changes since investments were made in the local port. Ana Paula Barradas Maranhão and Sylvana Maria Brandão Aguiar present some reflections about the prison system, its history, and the transformation of some prisons into historical and cultural heritage. In their research, the authors analyse the transformation of a prison in Recife (Casa de Detenção) into a cultural centre. This change was first suggested by an artist, Francisco Brennand. The idea was to create a folk and modern art museum, an art library, a pilot project for craftwork experimentations, and a concert hall. The plans failed to materialise and the building was turned into the main retail centre for craftwork in Recife, mostly visited by tourists. In their article, Marcia Fernandes Lourenço, Djana Contier Fares, Juliana Rodrigues, Fernanda Luise Kistler Vidal and Viviane Panelli Sarraf discuss their research into access to some of the museums at the University of São Paulo with the aim of bringing about changes to attract new and different kinds of visitors. In order to identify what may help or hinder such changes, their analysis of the results of a survey focused on visitor access and cultural accessibility to these spaces. Their conclusion is that the museums lack a common access policy, with each one operating autonomously and independently from the others in setting its respective access and management policies. Next, Renata Montechiare studies one room at Museo Nacional de Antropología in Madrid, namely the room that tells of its origins, or Dr. Velasco’s Cabinet of Curiosities, with the aim of interpreting the ways the museum makes use of the objects to tell its own story. The field research in the museum revealed the exhibition language it used, also adopted by other institutions, both anthropological and not, involving such display devices as the reproduction of former cabinets of curiosities. The heyday or “golden age” of museums celebrated by the room of origins, harking back to the 19th century, gives the public a glimpse of how central a role this institution had in the development of science and anthropological thinking, and potentially arguing that anthropological museums still have important contributions to make. The final article in this issue is by Luiz Henrique Assis Garcia and Julianne Paranhos Viana, who present the findings of research done within the ambit of a project called “Corner Club Museum: from dream to city”, in which they investigate three places in Belo Horizonte associated with this cultural initiative. They investigate how they have been affected by museological actions taken by the Corner Club Museum (Museu Clube da Esquina) and assess them from the perspective of the visiting public, through fieldwork and research that spans the fields of museology, history and ethnography. Even though one of the Corner Club Museum’s initiatives, a web museum, falls short in fulfilling the museological function of communication, the authors conclude that the interventions made (plaques installed in three different parts of the city) contribute to the preservation of this cultural heritage.

In the Revisiting section, is reproduced in a translation made by Tereza Scheiner, a text of Vinos Sofka, published in 1995, in which he gives an account of the history of ICOFOM and the publications of this committee until 1991. It is a fair tribute to an emblematic personality of Museology, recently deceased.

In the Experience Reports section, we present a text by Denise Monique Dubet da Silva Mouga, Jeniffer Cristine de Sena and Danielle da Silva on work done as part of an outreach project, “Zoological Material: its preparation and public exhibition”, at the University of the Joinville Region (Universidade da Região de Joinville). The work is based on collections of taxidermy (vertebrates) and entomological specimens, exhibited in two rooms with a total area of 174.81m2, which aim to offer an informal educational experience in a musealised space with a view to encouraging scientific and sustainable attitudes on the part of its visitors.

The Abstracts section contains the abstracts of master’s dissertations and doctoral theses from the Postgraduate Programme in Museology and Heritage in 2015. The dissertations are by Ana Gláucia Oliveira Motta, Andreia Maia Gonçalves Pires, Bárbara Pereira Mançanares, Lucienne Figueiredo dos Santos, Pedro Louvain e Rondelly Soares Cavula; theses - Eurípedes Gomes da Cruz Júnior, Lilian Mariela Suescun Flórez, and Margarete Tostes Zacarias Almeida. There is also a professional master’s dissertation by Tatiana Fátima Rehbein Ravanello from 2014, from the Postgraduate Programme in Cultural Heritage at the Federal University of Santa Maria, Rio Grande do Sul.

We wish you a pleasant and academically rewarding read.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Scientific editors

PRESENTACIÓN


Es con gran satisfacción que presentamos el primer número de Museologia e Patrimônio, de 2016, en especial por ser el número que conmemora los 10 años de aprobación del Programa de Posgrado en Museología y Patrimonio por el CAPES.

Este nuevo número trae interesantes contribuciones, son textos presentes en las secciones de Artículos, Revisitando, Relatos de Experiencias y Resúmenes de tesis y disertaciones, que forman un conjunto representativo y diversificado de temas.

En la sección Artículos, Clovis Carvalho Britto abre la revista abordando el tema de los acervos personales, centrado en la escritora Hilda Hilst (1930-2004). Analiza cómo la materialidad del acervo personal acciona memorias de y sobre la escritora, promoviendo la fabricación de repertorios específicos sobre la autora en el mercado de bienes simbólicos. Aborda las estrategias de “producción de la creencia” en Hilda Hilst a partir de la manipulación de su legado documental, destacando cómo los actores involucrados (la propia escritora, los herederos legales y simbólicos) promueven orquestaciones para su distinción en la trama de la economía simbólica. Rute Teixeira y Fábio Vergara Cerqueira analizan el público visitante a un monumento portugués: el Santuario de Panóias, localizado en Vila Real. El estudio tuvo como principales objetivos caracterizar los públicos que visitaron el Santuario, entre 1996 y 1999 y entre 2006 y 2011, y oír sus opiniones y propuestas de mejoría. Los principales resultados indican que los visitantes se mostraron, mayormente, muy satisfechos con la visita y se caracterizan como habituales (LOPES, 2004, p.45), por poseer habilitaciones académicas elevadas y profesiones calificadas, con un capital cultural compatible. En el texto siguiente, Alessandra Buriol Farinha y Fabio Vergara Cerqueira buscan comprender algunos significados de la bicentenaria Fiesta de Nuestra Señora de los Navegantes de São José do Norte, en el estado de Rio Grande do Sul, considerada la más antigua de esta evocación en Brasil. La Fiesta, una herencia cultural de antepasados portugueses, es una tradición familiar, de generaciones, con diferentes motivaciones e impulsos, pero, según los autores, con el fervor, ya sea de agradecimiento o de súplica, que proporciona un conocimiento complejo de la cultura local relacionado con el lugar, las tradiciones y la memoria. Por último, indican la situación de vulnerabilidad de la ciudad de São José do Norte con relación a los cambios en el territorio, a partir de las inversiones portuarias en el lugar. Ana Paula Barradas Maranhão y Sylvana Maria Brandão Aguiar presentan una reflexión sobre el Sistema Penitenciario, su historia y la transformación de algunos de esos lugares en Patrimonio Histórico y Cultural. Las autoras en su estudio analizaron el proceso de transformación de la Casa de Detención de Recife en Casa de la Cultura. La transformación de la antigua Casa de Detención en un centro cultural fue sugerida por el artista plástico Francisco Brennand. La idea era crear un museo de arte moderna y popular, una biblioteca de arte, un plan piloto para experiencias artesanales y una sala para conciertos. El proyecto no fue adelante y la Casa de la Cultura se transformó en el principal centro de venta de artesanía regional de la ciudad de Recife, frecuentado en su mayoría por turistas de visita por la ciudad. Marcia Fernandes Lourenço, Djana Contier Fares, Juliana Rodrigues, Fernanda Luise Kistler Vidal y Viviane Panelli Sarraf realizaron una encuesta sobre el acceso a algunos museos de la Universidad de São Paulo (USP), para promover cambios que atrajera a nuevos visitantes, a diferentes públicos. Con el objetivo de identificar los obstáculos y posibles caminos para estos cambios, el análisis de los resultados de la encuesta pública se centró en el acceso de los visitantes y la accesibilidad cultural existente en estos espacios. Las autoras concluyeron que no hay una política de acceso común a los museos y cada unidad es autónoma e independiente de las demás en la definición de políticas de acceso y gestión de su espacio. En seguida, Renata Montechiare estudia la Sala de Orígenes del Museo, o el Gabinete de Curiosidades del Dr. Velasco en el Museo Nacional de Antropología de Madrid, con el objetivo de interpretar los modos cómo el referido museo hace uso de los objetos para contar su propia historia. Según la autora, el estudio de campo en el Museo permitió reconocer un lenguaje expositivo adoptado también por otras instituciones, dedicadas o no a la antropología, con recursos escenográficos como la reproducción de los antiguos gabinetes de curiosidades. El período áureo, la “era de los museos” celebrada por la Sala de Orígenes con sus memorias del siglo XIX, brinda al público la oportunidad de conocer el papel fundamental de esta institución para el desarrollo de la ciencia y del pensamiento antropológico, sugiriendo quizá que los museos antropológicos tienen aún importantes contribuciones a ofrecer. Concluyendo esta sección, Luiz Henrique Assis Garcia y Julianne Paranhos Viana presentan los resultados del estudio realizado en el ámbito del proyecto, “Museo Club de la Esquina: del sueño a la ciudad”, y abordan tres lugares de la ciudad de Belo Horizonte asociados a esta iniciativa cultural. Proponen investigar cómo estos espacios se ven afectados por acciones museológicas realizadas por el Museo Clube da Esquina (MCE) y evaluarlas a partir de percepciones del público identificadas a través de estudios y trabajos de campo desarrollados en un diálogo entre museología, historia y etnografía. Si bien existen, en la acción emprendida por el MCE, un web museo, algunas deficiencias en el cumplimiento de la función museológica de la comunicación, los autores son de la opinión que las intervenciones realizadas (letreros instalados en puntos determinados de la ciudad) contribuyen a la preservación del patrimonio cultural.

En la sección Revisitando, se reproduce en la traducción de Tereza Scheiner, un texto de Vinos Sofka, publicado en 1995, en el que da cuenta de la historia del ICOFOM y de las publicaciones de este comité hasta 1991. Es un justo homenaje a la personalidad emblemática de Museología, recientemente fallecido

Em la sección Relatos de Experiencia, se presenta el texto de Denise Monique Dubet da Silva Mouga, Jeniffer Cristine de Sena y Danielle da Silva sobre el trabajo llevado a cabo en el proyecto de extensión, “Material Zoológico: su preparación y exposición pública”, en la Universidad de la Región de Joinville. El trabajo relatado se basa en el acervo de animales taxidermizados (vertebrados) y de colecciones entomológicas, a partir de su exposición en dos salas, con área total de 174,81m2, y tiene por objetivo ofrecer una experiencia en espacio musealizado de educación no formal, con el fin de estimular una postura científica y de sostenibilidad a sus visitantes.

La sección Resúmenes se colocan a disposición resúmenes y abstracts de disertaciones de maestría y tesis de doctorado defendidas en el Programa de Posgrado en Museología y Patrimonio en 2015: disertaciones de Ana Gláucia Oliveira Motta, Andreia Maia Gonçalves Pires, Bárbara Pereira Mançanares, Lucienne Figueiredo dos Santos, Pedro Louvain y Rondelly Soares Cavula; tesis de Eurípedes Gomes da Cruz Júnior, Lilian Mariela Suescun Flórez y Margarete Tostes Zacarias Almeida; además de la disertación de maestría de Tatiana Fátima Rehbein Ravanello, defendida en el 2014, en la Maestría Profesional del Programa de Posgrado en Patrimonio Cultural, de la Universidad Federal de Santa Maria, en Rio Grande do Sul.

Deseamos a todos una lectura placentera y académicamente provechosa.

Marcus Granato e Diana Farjalla Correia Lima
Editores científicos